Eu sou a favor de tatuagens, desde que sejam feitas após os 21 anos e com o seu próprio dinheiro. Este talvez seja um dos assuntos que mais geram discórdia entre pais e filhos. A minha mãe não é contra, nem meu pai, mas as três tatuagens que eu tenho foram feitas após a minha maioridade e com o meu dinheiro.

Por via das dúvidas, é importante registrar algumas dicas. Afinal, antes de marcar o seu corpo com alguma frase ou imagem é preciso ter certeza do que esta prestes a fazer e avaliar as conseqüências deste ato.

É moda tatuar o corpo. Poucos são os adolescentes que nunca pensaram nisso, mas quando decidimos aderir a este “conceito” é preciso saber os riscos que envolvem. Várias decisões precisam ser tomadas e esta é uma das coisas que não dá pra fazer por impulso. Geralmente, quando alguém adere à tatoo impulsivamente se arrepende depois e aí, não tem mais jeito.

Antes de marcar a pele é preciso escolher bem o desenho ou frase, verificar tamanho e local que fará a tatoo no seu corpo e, ainda, escolher um bom estúdio. Não se pode, de forma alguma, esquecer dos riscos de infecção, afinal você terá uma agulha desenhando em seu corpo e irá sangrar. E, nesse meio, se os objetos não forem corretamente esterilizados, podem transmitir doenças.

Vamos focar, então, nos cuidados mais “emocionais” da tatuagem. Quando eu digo que gosto e sou a favor, falo em desenhos que não agridam a sociedade, em frases ‘do bem’ e desenhos que combinem com a personalidade da pessoa. Então:

a) Não faça coisas de momento (imagens de revolta, nome de amores, etc). Lembre-se que a tatuagem é uma imagem ou frase que ficará para sempre marcada em você. É bom que elas tenham um significado (especial para você);

b) Busque um local no seu corpo que você tenha como esconder. Afinal, não é todo dia que você vai ficar querendo que a sua tatoo apareça;

c) Fazer tatuagem dói. Mas não muito, e em algumas partes do corpo dói menos. Nas minhas três experiências, com tatuadores diferentes, a que mais doeu foi a terceira, a maior (na foto) e que eu senti mesmo quando pegou perto da costela;

d) Tatuagem dá trabalho. Nos primeiros dias é preciso muito cuidado para não gerar cicatrizes e depois, para o resto da vida, você terá que passar protetor solar ou terá que retocá-la (posteriormente);

e) Pense na sua profissão. Não é toda empresa que aceita bem um funcionário com tatuagem. As minhas três ficam nas costas e são fáceis de esconder. Empregos públicos não costumam aprovar a tatoo;

f) Doe sangue com responsabilidade. A existência de tatuagem, com pouco tempo de feita, é fator de exclusão para quem quer doar sangue, mas se a sua já tem mais de um ano (sem problemas) você poderá doar sangue e fazer o bem.

Eu poderia ficar aqui escrevendo mil e uma dicas, mas acho que nenhuma será tão boa quanto a primeira: cautela, critérios e fazer a coisa bem pensada é sempre a melhor opção.

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